STAR OF BEETHOVEN
STATUS
COMPLETE
VOLUMES
3
RELEASE
June 30, 2025
CHAPTERS
22
DESCRIPTION
The door of fate now opens... Piano prodigy Ichiro Yaso left the world of classical music after an incident at a competition. He vowed to never play the piano again, but now that he has a mentor claiming to be Beethoven, it may be time for his redemption!
(Source: MANGA Plus)
Note: Includes the one-shots "LIFE LIAR FROM HELL" and "Violin-hime (バイオリン姫)".
CAST

Ludwig van Beethoven

Ichiro Yaso
CHAPTERS
RELATED TO STAR OF BEETHOVEN
ONE SHOT DramaViolin-himeREVIEWS

Dinizo
28/100De forma curiosa, é louco e errático, como o próprio Beethoven foi em vida.Continue on AniListQuando surge nos portaizinhos de mangá que tem pela internet que vai sair um mangá de música em que o Beethoven vai reencarnar no Japão e ser co-protagonista da história, o mais sensato é se pensar que a obra vai ser bastante única e curiosa pela sua peculiaridade. Mas Star of Beethoven estreou, foi se complicando e terminou com uma amarga sensação de que acabou sendo mais um mangá comum, aqueles mangás com "cara de cancelado" desde o início, que nunca muda a perspectiva sobre si próprio.
O mangá conta a história de Yaso Ichiro, um jovem adolescente, desencantado com a vida e sem muito rumo, depois de, durante o fundamental, ter participado de uma competição de piano e perdido para seu grande rival da época. Outrora um rapaz de muito potencial, Ichiro entrou em profunda crise depois do episódio e afetou uma grande rede de pessoas ao seu redor por ter quase deixado todo esse potencial latente para a música clássica se perder. No entanto, a coisa muda de figura quando um senhor estrangeiro aparece pra ele alegando ser ninguém menos que Ludwig van Beethoven, ele mesmo, o clássico músico. Por ter estudado música clássica e um pouco de alemão, Ichiro é um dos únicos que consegue se comunicar com aquele velho, e a partir disso os dois vão se conhecendo melhor e criando uma relação. A grande mentalidade meio compulsiva do lendário pianista vai se enraizando nas entranhas de Ichiro e ele vai aprendendo a se reconectar com a música clássica e com o piano tendo como instrutor simplesmente o maior pianista da história.
Uma premissa como essa dificilmente pode ser ignorada. Um isekai do Beethoven? Fala sério. Mesmo sendo ruim, não tem como um negócio como esse não ser interessante. Durante a minha leitura, eu não pude deixar de lembrar de outro mangá rapidamente cancelado e que acredito que ninguém mais lembre dele, que é Tenmaku Cinema, que parte de uma perspectiva muito semelhante. Em ambos, o mangá tem um protagonista com um certo potencial e visão artística para determinada área e encontra a reencarnação/espírito de uma figura importante no cenário - no caso de Tenmaku Cinema, uma figura histórica fictícia, mas no caso de Star of Beethoven, uma figura histórica real - e que vão se entendendo e produzindo uma obra conjunta, com o protagonista tendo um grande instrutor e com esse grande instrutor tendo a possibilidade de se reconectar mais uma vez com o que tanto amava, mesmo após a morte. No caso de Star of Beethoven, ainda temos uma complexidade a mais porque o Beethoven se materializa fisicamente, tendo carne, osso e necessidades, e sendo capaz de interagir e se comunicar com as pessoas, enquanto o Tenmaku era apenas um espírito que ficava limitado ao raio de movimentação do Shinichi, o que envolve uma problemática física e uma logística real para lidar com um velho alemão sem documentos e sem nenhum entendimento do idioma nacional, perdido pelo Japão.
Depois de seu primeiro contato com o músico, Ichiro é condicionado a tocar piano mais uma vez e, mesmo não acreditando que o velho era realmente o Beethoven, ele vai se reconectando e revisitando seu passado e sua relação com a música. Em um relato pouco aprofundado, em virtude do cancelamento, o Ichiro conta que foi meio que obrigado a tocar piano para seguir os passos do pai, que também era pianista, e tinha naquilo uma responsabilidade quase natural de sua vida, como escovar os dentes ou estudar todo dia. No entanto, é em uma visita a uma pequena loja que ele encontra um senhorzinho que tinha um piano e que mostra a ele uma forma de tocar que o cativa. A partir dali o Ichiro se conecta verdadeiramente com a música e passa a frequentar a loja do senhor, que passa a tocar junto dele todo dia, trocando os conhecimentos que eles tinham e evoluindo sua relação através da música. Depois de alguns anos, o senhor acaba falecendo e o jovem Ichiro acaba ficando sem um alicerce real dentro do mundo da música, sem um ímpeto próprio para encontrar a sua própria conexão com o que toca e, tentando sempre emular o que ele fazia naquelas tardes com seu antigo professor, o brilho das suas apresentações acaba se perdendo e ele fracassa na competição que determina seu estado inicial no mangá. A partir do que temos início na história, a oportunidade do Ichiro encontrar com o Beethoven leva ele a refletir sobre seu passado e sobre a sua complicada relação e tanto o Beethoven quando Amazu, uma amiga de infância de Ichiro, vão tentando fazer com que ele consiga novamente exprimir seu talento através da música, dessa vez colocando realmente a sua alma naquilo, sem tentar emular a apresentação de alguém ou tentando puxar uma inspiração externa, mas uma relação e uma produção que venha de dentro, que toque seu âmago e puxe para fora os sentimentos que cada tecla fez ele se sentir. A partir dessa nova conexão e nova perspectiva o "velho Ichiro" vai começando a voltar e o rapaz se vê novamente instigado a aceitar e mergulhar em grandes desafios, inclusive puxando para si várias composições do Beethoven, na intenção de elocubrar um "algo a mais" para aquelas partituras. Em suma, e o próprio Ichiro verbaliza isso, ele quer se tornar alguém capaz de superar o próprio Beethoven, alguém que supere a pedra fundamental da música e saia da sombra das realizações do alemão.
Esse último parágrafo é basicamente do que se trata a história. E dá pra ver o problema nisso, né? O Beethoven é praticamente insignificante pra trama. Ele poderia facilmente ser substituido por um velho normal que sabe tocar piano e quase nada mudaria. Ainda seria possível almejar "superar Beethoven" com o próprio falecido e enterrado, como está hoje. O mangá demorou mais ou menos 20 capítulos pra definir que o Ichiro queria ser meio que o grande mestre pokémon, como o Ash quer no primeiro episódio, o maior de todos. Ir pelo correto e básico é bastante natural e, às vezes, fazer o simples pode te render uma obra muito melhor que várias outras que tentam complexificar o debate e se tornam muito mais vazias e piores que as obras mais simples. Só que com toda a premissa e confusão envolvendo o Beethoven na história, o simples se perde e fica imerso em uma porção de inserções confusas dentro do andamento da história. É muito doido.
A forma como o Beethoven revive, ali depois dos primeiros capítulos, começa a ser objeto de discussão do mangá. No fechamento do primeiro volume, basicamente, vemos dois estrangeiros, que parecem agentes de inteligência de algum departamento de governo, começando a investigar e seguindo os rastros da reencarnação de Beethoven. Tentando resumir o máximo que dá, aparentemente o Beethoven tinha um anel de diamante com poderes mágicos que, de alguma forma é o objeto central relacionado a volta do músico. Esse anel passou para o filho adotivo ou sobrinho do Beethoven depois sua morte, foi leiloado e rodou por algumas mãos até parar nas mãos de um comerciante de quinquilharias nos EUA nos anos 1940. Esse comerciante era não muito bem sucedido e se envolveu em algumas falcatruas e dívidas, meio que falindo lá nos EUA. O anel, aparentemente sem ser identificado devidamente como um objeto que pertencia ao Beethoven, foi parar com a filha desse comerciante, que acabou indo morar no Japão, onde fez residência, se estabeleceu, casou e, provavelmente, morreu. Esse anel, acabou virando uma espécie de cristal, que era um item de cabeceira do senhorzinho que foi professor do Ichiro e, de alguma forma, isso acabou passando pra ele. E é o item que o Ichiro sempre olha para lembrar de seu mestre. O que não fica claro, mas subentendido é que, o tal objeto, ou cristal, meio que brilha de alguma forma, ressoando com o seu dono. E a "alma" do Beethoven parece ter ficado ali por cerca de 200 anos até aparecer para o primeiro dono do objeto que tivesse alguma identificação com a alma do músico (?). Dentro disso, estão os tais agentes misteriosos, que vão até o Japão procurar o músico, com alguma intenção nunca revelada.
Pra piorar, esses agentes parecem trabalhar para um velho cujo rosto nunca é plenamente mostrado e nunca é identificado, mas parece no mínimo saber sobre os agentes e, provavelmente, é o responsável pela procura. O que aprofunda ainda mais a confusão é o fato de que, mais pro fim do mangá, vemos um flashback da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, bem ali na época do bombardeio nuclear em Hiroshima e Nagasaki em que uma criança, chamada Yaso Kyoichi encontra uma menina chamada Amelia Meyer, que inexplicavelmente, está tocando um enorme piano de cauda no meio dos descombros da guerra. Os dois de forma rápida meio que se conhecem e decidem partir juntos a uma cidade vizinha, onde podem usar o talento da menina para ganhar algum dinheiro e sobreviver, já que ambos haviam ficado órfãos na guerra. Yaso é um sobrenome mais óbvio, porque é o sobrenome do próprio Ichiro, então é óbvia a relação de que ele é algum parente mais velho do protagonista, e Amelia Meyer é uma menina nunca mostrada, mas que tem o sobrenome de Franz Meyer, o tal comerciante que herdou o anel de diamante. Então isso conecta, de forma até mais direta, a "herança" do Beethoven com o Ichiro, porque talvez a menina tenha se tornado a avó ou bisavó do próprio Ichiro, o que faz tornar bastante plausível o pensamento de que o tal velho misterioso seja esse tal parente do Ichiro, que está atrás do Beethoven por motivos que só podem ser descobertos na nossa imaginação.
E tudo isso se confunde com que a história tenta fazer de linha central, que é apenas a história de um menino com potencial que se reconecta com a música através de uma experiência única. É muito doida a quantidade de coisa e eu sempre me acho meio maluco quando vejo o quanto eu quebrei a cabeça pra ir lendo e entendendo onde esse mangá queria chegar. No fim, ele meio que chega a lugar nenhum. É um pouco revoltante ver o tanto de coisa e de loucura que o mangá foi colocando, e parece ter abdicado de tudo isso em prol de ir no simples. Acho que até dá pra entender, porque hoje em dia os mangás da Jump começam suas publicações completamente pressionados e com pouquíssimos capítulos pra poder atrair a atenção de um público que já está bastante confortável com a quantidade de mangás que lê naturalmente. O autor ficou num meio termo entre fazer uma estrutura simples e pouco chamativa e uma obra chamativa mas extremamente complexa e doida, e parece ter demorado demais a escolher onde ele fincaria o pé, porque ele não tem experiência o suficiente pra coordenar as duas coisas. É, acima de tudo, um mangá frustrante.
COMMENTS
0 Comments
SIMILAR MANGAS YOU MAY LIKE
MANGA ComedyHistory’s Mentalist
MANGA ComedyExistential Unplugged
MANGA ComedyHikaru no Go
MANGA Slice of LifeTenmaku Cinema
MANGA DramaForest of Piano
MANGA ComedyNodame Cantabile
MANGA DramaAkane-banashi
SCORE
- (2.7/5)
TRAILER
MORE INFO
Ended inJune 30, 2025
Favorited by 9 Users




